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Governo da Bahia leva ações de agroecologia, geração de renda e preservação ambiental às comunidades rurais da Mata Atlântica

O Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), iniciou ...

27/05/2026 às 19h30
Por: Redação Fonte: Secom Bahia
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Foto: Mariana Ferreira/Ascom CAR
Foto: Mariana Ferreira/Ascom CAR

O Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), iniciou uma nova etapa do Projeto Parceiros da Mata, iniciativa voltada à promoção do desenvolvimento sustentável, geração de renda e preservação ambiental em comunidades da Mata Atlântica baiana. Celebrado nesta quarta-feira (27), o Dia Nacional da Mata Atlântica reforça a importância das ações desenvolvidas nos territórios do Baixo Sul, Litoral Sul, Médio Rio das Contas e Vale do Jiquiriçá.

O projeto iniciou a realização dos Encontros Territoriais, que marcam o começo efetivo dos investimentos nas localidades atendidas. Após passar pelos municípios de Ipiaú e Amargosa, a atividade foi realizada nesta quarta-feira (27), em Ilhéus, e encerra o ciclo de cinco encontros nesta quinta-feira (28), em Ibirapitanga.

Segundo a coordenadora do Parceiros da Mata, Cida Oliva, esta etapa representa a chegada concreta das ações às comunidades do bioma. “Já elaboramos oito Planos de Desenvolvimento Comunitário, que vão originar outros 16 planos voltados a investimentos produtivos e fortalecimento comunitário. Também teremos planos de negócios direcionados ao acesso ao mercado. Somando os investimentos produtivos, sociais e de negócios, além das ações de recursos hídricos e saneamento, estamos falando de dezenas de milhões de reais chegando às comunidades”, destacou.

Os encontros reúnem agricultores/as familiares, representantes de prefeituras municipais, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).Também participam colegiados territoriais, consórcios intermunicipais, conselhos de desenvolvimento rural, de segurança alimentar e nutricional e de assistência social, sindicatos e entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER).

A proposta é apresentar as ações previstas pelo projeto, orientar as comunidades beneficiadas e fortalecer a participação social na execução das iniciativas nos territórios atendidos.

Cida Oliva ressalta que o projeto foi estruturado para conciliar fortalecimento da agricultura familiar, preservação ambiental e valorização das comunidades rurais da Mata Atlântica. “O projeto se propõe justamente a fortalecer atividades produtivas sustentáveis, alinhadas à agroecologia, à recuperação ambiental e à convivência equilibrada com a Mata Atlântica. Estamos apoiando comunidades que produzem alimentos, geram renda e, ao mesmo tempo, contribuem para a preservação desse bioma tão importante para a Bahia e para o Brasil”, afirmou.

Nos territórios do Vale do Jiquiriçá, os municípios de Jaguaquara e Amargosa tiveram autorizações assinadas para celebração de convênios voltados ao fortalecimento da agroecologia, à criação de aves caipiras, à olericultura agroecológica e à fruticultura diversificada.

No território Litoral Sul, também foram assinadas autorizações para celebração de convênios com os municípios de Itacaré e Canavieiras, contemplando ações de fortalecimento produtivo e desenvolvimento sustentável em comunidades atendidas pelo projeto.

Impactos nas comunidades

Morador de uma comunidade quilombola de Canavieiras, João Gonçalves Santana destacou a importância da iniciativa. “Esse é um projeto muito importante porque olha para comunidades que, durante muito tempo, ficaram invisibilizadas. Agora, temos a esperança de conquistar acesso à água de qualidade, saneamento com fossas melhoradas e também quintais produtivos para fortalecer a alimentação e gerar renda para as famílias. É uma oportunidade de melhorar a vida das pessoas sem perder nossa ligação com a terra e com a mata”, afirmou.

No Vale do Jiquiriçá, o agricultor familiar Cosme Silveira Santana, da Associação do Tamanduá, em Amargosa, também ressalta os impactos sociais e ambientais das ações. “A criação de galinhas já é uma prática ancestral para nós. O que precisávamos era de infraestrutura e novas tecnologias. Da forma como o projeto está sendo planejado, os impactos serão muitos: reaproveitamento de resíduos da alimentação para os animais, geração de renda e permanência das famílias no campo. É um projeto que vai nos ajudar a crescer em sintonia com a mata”, destacou.

Sobre o Projeto Parceiros da Mata

O Projeto Parceiros da Mata conta com investimentos da ordem de R$ 750 milhões, fruto da parceria entre o Governo da Bahia, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A iniciativa deve beneficiar cerca de 352 mil pessoas com ações voltadas à assistência técnica, acesso à água, saneamento rural, recuperação ambiental, fortalecimento da agricultura familiar e incentivo a práticas sustentáveis.

Fonte: Ascom/CAR

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