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Em Belém, II Semana do Clima da Amazônia debate soluções ambientais

A Prefeitura de Belém apresentou o programa Belém Mais Verde, que contribui para a mitigação das mudanças climáticas a partir de soluções baseadas ...

03/07/2026 às 18h52
Por: Redação Fonte: Agência Belém
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Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

A Prefeitura de Belém apresentou nesta sexta-feira (3), na II Semana do Clima da Amazônia,programas e políticas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), teve como tema “Instrumentos da Gestão Ambiental no Município de Belém e no Estado do Pará” e ocorre na sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), no bairro do Marco, até este sábado (4).

O evento dá continuidade às discussões promovidas durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30) e teve como objetivo debater temas relacionados às mudanças climáticas, gestão ambiental, bioeconomia e às iniciativas desenvolvidas por Belém e pelo Estado do Pará nessas áreas.

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

A programação reuniu painéis conduzidos por representantes da Prefeitura de Belém e do Governo do Estado, abordando temas como oPrograma Belém Mais Verde, o Plano Local de Ação Climática de Belém, o Plano Municipal de Redução de Risco, a Política Estadual de Mudanças Climáticas do Pará, o Plano Estadual Amazônia Agora e o Plano de Bioeconomia.

Belém Mais Verde

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Durante o seminário, a pesquisadora e assessora técnica da Semma Bárbara Paiva apresentou o Programa Belém Mais Verde,principal projeto da secretaria para adaptação, mitigação e fortalecimento da resiliência climática do município, por meio de ações que incorporam Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Segundo Bárbara Paiva,o primeiro subprojeto é o Plante Aqui, que permite à população solicitar o plantio de árvores por meio do WhatsApp, enviando foto e localização da área desejada, seja em calçadas ou propriedades particulares.

Outro eixo é o das Microflorestas Urbanas. Até o momento,17 áreas já foram mapeadas para implantação dessas estruturas, mas a meta é ampliar esse número. De acordo com a assessora, cada microfloresta contribui para reduzir a temperatura do entorno e melhorar o microclima urbano.

O programa também contempla osCorredores Verdes, iniciativa que prevê o transplantio de árvores para vias previamente mapeadas pelo município, incluindo bairros periféricos. As mudas são retiradas de áreas adequadas e replantadas em locais com menor cobertura vegetal. Conforme Bárbara Paiva, a prioridade da Semma é atender regiões mais vulneráveis aos impactos da crise climática.

Soluções baseadas na natureza

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Entre os subprojetos está ainda osJardins de Chuva, que utilizam soluções baseadas na natureza para auxiliar na redução de alagamentos, melhorar a infiltração da água no solo, minimizar inundações e contribuir para o conforto térmico, além de agregar paisagismo por meio do plantio de espécies arbóreas.

Outro eixo do programa é voltado para a sociobioeconomia em áreas periféricas, com aimplantação de agroflorestas urbanas, sistemas agroflorestais, quintais produtivos e hortas comunitárias.

A iniciativa também prevê a criação dasEscolas Agroflorestais, voltadas à educação ambiental e climática. O objetivo é incentivar crianças e adolescentes a multiplicarem os conhecimentos adquiridos em seus bairros, quintais e comunidades.

O sétimo subprojeto é oVaga Verde, que transforma espaços equivalentes ao tamanho de uma vaga de estacionamento em áreas arborizadas, com paisagismo e vegetação, ampliando a permeabilidade do solo e contribuindo para o conforto térmico.

Dispersão de sementes por drones

Fechando o conjunto de ações, o oitavo subprojeto prevê adispersão de sementes por drones, principalmente em áreas de difícil acesso, como as ilhas de Belém, que são as regiões mais impactadas pelo desmatamento e pelas queimadas. A tecnologia também deverá ser utilizada em outras áreas do município.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Participação da sociedade

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

O seminário reuniu um grande público, formado principalmente por representantes da sociedade civil, pesquisadores, instituições e comunidade em geral.

Entre os participantes estava o assistente administrativo da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) André Chaves, que destacou a importância do debate.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
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