Exposição do Promigra traz memória e identidade migrante à UEPG
Foto: Reprodução/UEPG Um misto de sentimentos invadiu a sala 19 do bloco A da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O projeto de extensão ...
26/10/2026 às 16h06
Por: RedaçãoFonte: UEPG
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Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG Um misto de sentimentos invadiu a sala 19 do bloco A da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O projeto de extensão Processos Migratórios e Intercâmbio: Inclusão Social e Diversidade Cultural (Promigra) promoveu, nesta quarta-feira (21), uma exposição de obras que tratam da memória e da identidade migrante. O evento contou com alunos e professores, que conferiam fotografias dos artistas Erich Gonzalez Triana e Mirna Bazzi. A dupla destacou em suas obras os espaços libaneses e a expressão artística e política cubana.
Desde que chegou ao Brasil, há cerca de um ano e meio, o cubano Erich Gonzalez Triana parou de pintar suas obras. O convite para expor as pinturas e esculturas na UEPG veio como um ânimo para voltar a criar. “Estar aqui é um misto para mim, de alegria e de tristeza, porque queria apresentar minhas obras fisicamente”. A exposição trouxe as fotografias de peças artísticas de Erich, porque todas elas ficam em Cuba. “Aqui em Ponta Grossa tenho uma vida mais tranquila, então estou me organizando para voltar a produzir”.
Foto: Reprodução/UEPG Bint Jbeil é uma cidade no sul do Líbano, que foi destruída pela Guerra contra Israel. A jornalista Mirna Bazzi retratou a rotina da cidade para o seu trabalho de conclusão de curso em 2018, antes do Conflito. “Essas fotos da exposição têm um novo significado pra mim, porque elas estão representando lugares que não existem mais”, conta. As oliveiras, árvores-símbolo do Líbano, além de lugares da cidade, estão retratadas nas fotografias da exposição. “Eu me sinto cumprindo meu papel, como jornalista, fotógrafa e descendente de libaneses, e mostrar essa realidade para a população brasileira é muito importante para mim”.
A exposição tem uma ideia de intervenção cultural, segundo o aluno de Serviço Social e organizador da atividade, Jorge Bahls. “Eu me coloquei no lugar dos migrantes com quem a gente trabalha no Promigra e pensei como seria a minha vida se eu mudasse de país. Será que eu teria que abandonar a minha arte também?”, conta. A partir disso, ele organizou a exposição de forma a recuperar a memória e a identidade dos migrantes. “É gratificante conseguir trazer à tona o trabalho deles e ocupar um espaço da UEPG, que deve ser um espaço ocupado não apenas pela comunidade interna, mas também externa”. O Promigra está vinculado ao Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG).
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