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Talento e ciência: UEPG destaca pesquisadores contemplados pelo CNPq

Uma diversidade de pesquisas acontece na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG): em uma sala, o professor analisa amostras no microscópio; em...

21/10/2026 às 14h47
Por: Redação Fonte: UEPG
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Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG

Uma diversidade de pesquisas acontece na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG): em uma sala, o professor analisa amostras no microscópio; em outra, a docente orienta alunos. Todos eles publicam trabalhos que são referência no Brasil. Com tanta inovacão e ciência, a instituição, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), informa que as chamadas para bolsas produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) estão abertas. As inscricões ocorrem até 07 de janeiro de 2027, de forma on-line .

Os contemplados em 2026 são uma inspiração: Ivo Mottin Demiate; Rita de Cássia da Silva Oliveira; Rafael Mazer Etto; Roberto Ferreira Artoni; Milene Zanoni da Silva; Rosane Aparecida Ribeiro; Eduardo Fávero Caires e Luiz Gustavo Lacerda. Todos eles mostram que ser bolsista produtividade é um atestado de excelência. Para ser escolhido, dentre outros critérios, os comitês analisam o histórico acadêmico, o número de orientações concluídas (mestrado e doutorado), publicações em periódicos de alto impacto e a coordenação de redes de pesquisa. Para esses, o coração bate forte para a pesquisa:

Pesquisador multitarefa

Foto: Reprodução/UEPG
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Um dos primeiros alunos de iniciação científica na UEPG, com uma trajetória de reconhecimento internacional, divide sua rotina entre o laboratório e o gabinete da Reitoria. O reitor, professor Ivo Mottin Demiate, é um pesquisador multitarefa: orienta, estuda, investiga e administra. Toda essa bagagem veio com muita dedicação e amor ao que faz. “Eu convivia, desde a graduação, com esse ambiente de pesquisa, fui orientando do professor Gilvan Wosiacki, fui até para o exterior, por conta das parcerias que ele mantinha, então essa é uma realidade que eu convivo desde muito cedo”. Foi desde quando era aluno do curso de Agronomia da UEPG, que o professor Ivo cultivou uma cultura de pesquisa, aprendendo a se inscrever em editais, publicar estudos e captar recursos. “É muito gratificante ver como foi crescendo a pesquisa na UEPG e ver a criação dos cursos de mestrado e doutorado, é uma cultura que vai se espalhando entre a comunidade universitária”, avalia Demiate.

Com tanta bagagem, um dos frutos só poderia ser a bolsa produtividade. “Em 2025, fui aplicar de novo para concorrer à bolsa, sem muita expectativa, porque como eu tô assumindo os cargos administrativos, isso consome muito tempo. Mas eu nunca deixei de produzir, de orientar alunos, e tive muita sorte de que o meu projeto foi bem avaliado e principalmente o meu currículo, que é uma construção de muitos anos”.

Foto: Reprodução/UEPG
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A nova bolsa está alinhada à tecnologia de cereais, raízes e tubérculos, química de carboidratos, especialmente relacionado à química do amido. “Desenvolvemos novos produtos a partir de farinhas alternativas, como farinhas de feijão, ervilha, lentilha e grão de bico, que é um tema muito importante na nutrição e na tecnologia de alimentos, pois a sociedade hoje demanda produtos novos”. Com essa bolsa de 2026, o professor Ivo completa 20 anos como bolsista produtividade, “que é mais de 50% da minha carreira como pesquisador, o que é bom, porque, assim como outros colegas nossos aqui que são bolsistas, isso demonstra uma continuidade e consistência de produção”. Essa trajetória abre muitas portas para um professor que não para: Demiate ressalta as parcerias que realiza com universidades do Brasil e do mundo. “A UEPG tem atraído muita atenção na pesquisa, e é algo que cabe destaque, pois temos laboratórios Multiusuários bem equipados, então a infraestrutura que auxilia as nossas pesquisas não fica atrás de nenhuma outra universidade”. Quando perguntado se gosta de ser pesquisador, o professor Ivo não esconde felicidade e o sorriso no rosto. “Eu sou tão feliz sendo pesquisador, que estar aqui, ocupando a posição de reitor, para mim, é um grande desafio. Nesses anos de gestão eu aprendi muito, e gosto muito do que eu faço”, ressalta. E é claro que ele não esqueceu dos seus alunos e do orgulho de fazer parte da trajetória de cada um: “eu fico muito feliz de vê-los com projetos e conquistas, atuando como professores em outras universidades. É um orgulho total saber que meus alunos estão ganhando o mundo e que estiveram aqui na UEPG”.

A pesquisa voltada à pessoa idosa

Foto: Reprodução/UEPG
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Sorridente, personalidade forte e uma pesquisadora que acredita nos estudos sobre a população idosa. Assim é Rita de Cássia da Silva Oliveira. Além de ser docente do Departamento de Educação, ela ainda está à frente da Universidade Aberta da Terceira Idade (Uati), onde conduz atividades com homens e mulheres acima de 60 anos. A pesquisa desse ciclo de bolsa produtividade foca em internacionalização. “Ela se volta a verificar as diferentes atividades educativas com pessoas idosas, fazendo uma comparação entre o Brasil, Argentina e a Bolívia”. A escolha dos países se dá pela participação da docente na Rede Ibero-Americana de Programas Universitários para Adultos Maiores (Ripuam). Era a oportunidade de trabalhar com parceiros e continuar pesquisando o que sempre foi seu objeto como investigadora.
Foto: Reprodução/UEPG
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“Desde que entrei na UEPG, em 1988, eu trabalho com o envelhecimento, com a terceira idade, com a educação para o idoso”, recorda Rita. Ela estava atuante já no início da primeira turma, em 1992. “Havia um trabalho de convencimento de que tinha que trazer o idoso para dentro da universidade, que o idoso tem o direito à educação, que é um princípio da legislação. A gente teve que trabalhar tudo isso antes até conseguir atrair esse público”. Hoje, com a população brasileira envelhecendo, ela ressalta como extremamente necessário entender ainda mais às pessoas idosas e trazê-las para o contexto universitário. “A pessoa idosa tem uma experiência de vida e também é muito interessada em aprender coisas novas, então é necessário que a gente inclua essa pessoa cada vez mais na vida em sociedade, pra que ela veja que é importante”. Acima de tudo, pesquisar tem que vir do amar, para ela. “Você precisa gostar, se identificar, e eu particularmente sou corajosa, eu insisto na minha pesquisa”. Como uma mulher, pesquisadora e acima de 60 anos, ela sabe do que está falando: “gosto muito de trabalhar com os jovens, de estimular eles a pesquisar, mas tem algo que só a idade nos dá, que é a estratégia, a sabedoria e a perspicácia, que só vem com a experiência de vida”.

Contribuição para o agro

Foto: Reprodução/UEPG
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O despertador toca às 04h30 da manhã. Rafael Mazer Etto já inicia o dia na organização da rotina: faz o café e leva a filha para a escola. Até 07h30, ele já adiantou uma parte da agenda do dia, e está pronto para começar o trabalho no Laboratório de Biologia Molecular Microbiana (Labmom). A partir disso, não tem hora para acabar. “Eu tento manter a minha rotina de leitura de um artigo científico bom a cada um ou dois dias, para estar sempre atualizado”, conta. Uma escrita acadêmica ativa também é superimportante para Etto. “E tem a parte de sala de aula, que a gente não deixa de lado, além de toda a questão burocrática de gestão do laboratório”, descreve. A rotina de um professor bolsista produtividade é lotada de atividades acadêmico-científicas do início ao fim do dia. O que pode parecer exaustivo para alguns, é prazeroso para Rafael Etto: “eu tive essa sorte de descobrir muito cedo o que eu gosto de fazer, e é uma realização, trabalhar desta forma é algo bem natural pra mim”. Docente efetivo da UEPG deste 2014, ele pesquisa bactérias promotoras do crescimento de plantas, com o objetivo de utilizá-las na agricultura, em substituição aos fertilizantes. “A ideia é diminuir a demana dos africultores por adubos e fertilizantes de um modo geral”.
Foto: Reprodução/UEPG
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A pesquisa nessa área começou ainda na graduação, quando começou a estudar bactérias. Na UEPG, a ideia foi transformar todo o conhecimento em algo aplicado – já que a região é um polo forte de agricultura. O fato de ser contemplado com a bolsa é só a “ponta do iceberg” na vida de Etto. Bolsista produtividade desde 2019, o maior orgulho do professor Rafael é, na verdade, os alunos. E isso fica nítido ao olhar o painel que ele mantém com fotos dos orientandos e dos últimos artigos publicados. “Eu sinto que a gente faz uma diferença muito grande na vida desses jovens, sabe? A gente mostra pra eles que é possível, que existe um futuro na ciência”, conta emocionado. A voz embargada ao olhar as fotos do grupo do Labmom é de felicidade: “[esse laboratório] foi tomando uma proporção que a gente não imaginava, então isso me dá também muita gratidão, porque é algo assim que parece que foi um presente, pois os alunos abraçam muito as nossas causas”. Se ama ser professor-pesquisador na UEPG? A resposta não poderia ser diferente: “eu tenho uma gratidão muito grande pela instituição, e talvez isso seja um dos motivadores para eu conseguir a Bolsa Produtividade, porque eu sei o quanto isso é importante”.

26 anos como bolsista produtividade

Foto: Reprodução/UEPG
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O professor Roberto Artoni é conhecido pelos corredores do bloco M pela sua gentileza. Mas não é só a personalidade que lhe confere um legado na UEPG: dentro do laboratório, são 26 anos como bolsista produtividade do CNPq, sem interrupções. Foi com dedicação e o trabalho em equipe que ele testemunhou o crescimento da pesquisa na instituição, o surgimento dos programas de pós-graduação e da cultura de pesquisa na Universidade. Durante todo esse tempo, Artoni se dedica a estudar genética animal, especialmente as relacionadas ao ambiente aquático. “Ao longo do tempo, minha abordagem foi amadurecendo. Eu digo que antes eu tinha uma visão frontal da pesquisa, e hoje eu tenho uma visão 360 [graus]”, descreve.

Esse amadurecimento como pesquisador não veio do dia para noite, mas desde a graduação, nos anos 1990. “Fui bolsista de iniciação científica, também pelo CNPq, por quatro anos, investigando um grupo de peixe Cascudo”, relembra. Quando entrou no mestrado, foi incentivado a publicar os resultados do trabalho na graduação pelo orientador. “Eu fiquei em dúvida se eu tinha a capacidade de conseguir publicar, mas fui desafiado por esse meu professor”. A partir da primeira publicação, houve um rompimento: “ali eu vi da importância de você elaborar sua pesquisa e trabalhar nela”. Aquela semente plantada na época da graduação germinou: depois que entrou como professor na UEPG, pôde colaborar como diretor de pesquisa na Propesp e contribuiu para enraizar a pesquisa na iniciação científica. “Esse é um dos meus grandes orgulhos, pois conseguimos trazer mais bolsas para os alunos”, recorda.

Foto: Reprodução/UEPG
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Dentro da sala 40 do Bloco M, pesquisando genética de peixes, ele colaborou com descobertas em outras áreas. “Uma das coisas que me dão orgulho foi colaborar numa pesquisa sobre diabetes tipo 2 frente à obesidade, em que utilizei a biologia evolutiva e as ferramentas de genética para entender questões de emagrecimento”, conta. A pesquisa colaborou para que a cirurgia metabólica no Brasil tivesse mais entrada na comunidade médica. O professor ainda destaca uma pesquisa que desenvolve com uma espécie de lambari que tem nas furnas do Parque Vila Velha, em Ponta Grossa. “Descobrimos que lá existe uma variação de peixes com deformação na coluna vertebral, que se adaptou a viver ali, e isso pode ajudar a estudar deformações na coluna vertebral humana”, salienta. Com tanto trabalho feito na região, não é por acaso que o homem que nasceu em São Paulo conquistou o título de cidadão honorário aqui em Ponta Grossa, placa que expõe com orgulho na parede do escritório. “Tenho muito carinho pela UEPG, foi aqui que construí minha carreira, e foi na cidade que estabeleci minha família. Só sei sentir isso, muito orgulho por tudo”.

Acredite na sua pesquisa

Foto: Reprodução/UEPG
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Quando o resultado da Bolsa Produtividade 2026 saiu, a professora Milene Zanoni mal pôde acreditar que o seu nome estava entre os selecionados. Afinal, era a 16º vez que ela concorria sem um retorno positivo. “Eu trabalho numa área muito diferente, que são as tecnologias integrativas, que tratam do cuidado e da saúde mental, não é sobre aquele universo duro dentro de laboratório, produto químico, mas sim na interação das pessoas e da importância das relações interpessoais”.
Foto: Reprodução/UEPG
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Desde 2010, a docente atua com terapia comunitária integrativa, que foca no tratamento terapêutico coletivo. “É uma metodologia que tem regras muito claras e faz com que as pessoas mostrem suas vulnerabilidades num ambiente seguro e amoroso, sem julgamentos, para que elas sintam que não são sozinhas”. A entrada desse universo veio depois de experiências pessoais. A professora Milene passou por perdas gestacionais, e foi na terapia comunitária que conseguiu forças para se reerguer. “Eu aprendi muito com pessoas muito simples, e depois que eu vivenciei tudo, vi a potência da terapia comunitária, eu levei isso para a universidade e comecei a fazer pesquisa nessa área”. Milene entrou em 2015 na UEPG e, com a criação do Ambulatório de Saúde Integrativa (ASI), em 2021, a professora coordena atividades com a comunidade universitária e se conecta com pesquisadores da TCI no mundo todo. “No ASI, prestamos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde, fazemos rodas de espia on-line com pessoas de todos os continentes, então é algo que realmente integra muita gente”, conta. Foi por acreditar na sua pesquisa e persistir que Milene foi a primeira a ter uma bolsa produtividade com o tema no Brasil. “A minha pesquisa nasce desse trabalho que é coletivo, e eu tenho gratidão a todos que me deram espaço para aprofundar meus estudos nessa área”. Com a conquista, a professora agora pretende estudar a TCI sob o contexto das mudanças climáticas. “Vamos investigar o senso de pertencimento das pessoas, da necessidade de comunidade e da natureza, então eu espero encontrar muita coisa boa e importante com minha pesquisa”, completa.

Em sintonia com tendências

Foto: Reprodução/UEPG
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Em uma manhã, a professora Rosane Aparecida Ribeiro ligou a televisão de casa e teve uma ideia de pesquisa. “Chamou a atenção que alguns famosos mencionavam que estavam utilizando o chamado chip da beleza, e aí eu fui buscar pra entender, porque era comentado que era um implante subcutâneo que reduzia a massa de gordura e aumentava a massa magra. Todo mundo quer isso, né?”. Ao pesquisar os componentes, ele viu que o o chip contém um esteroide sintético chamado gestrinona.
Foto: Reprodução/UEPG
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“É um hormônio que foi muito investigado na década de 1980 e 1990, com foco no tratamento de endometriose e miomas uterinos”. A partir disso, a pesquisadora começou a verificar se a gestrinona teria algum efeito sobre o metabolismo, já que ao longo da carreira ela trabalhou com desreguladores endócrinos (agentes químicos que podem interferir em qualquer processo da ação hormonal). “E e aí me chamou atenção a gestrinona, porque era um esteroide também, né? E eu queria verificar se ela não poderia ser um agente que poderia causar uma desregulação endócrina”. Rosane trabalha desde 2022 com esta linha de pesquisa. “E parece que a gestrinona realmente tem um papel de reduzir a massa de gordura, só que agora a gente tá começando a ver que alguns efeitos que não sejam tão bons no fígado e no coração”. Segunda vez como bolsista produtividade, a professora destaca a curiosidade como combustível na ciência. “A pesquisa me dá uma recompensa de ver alunos crescendo, além de poder obter informações sobre aquilo que ainda não foi descrito, então a curiosidade sempre me moveu, e eu realmente gosto do que eu faço. A pesquisa não é um trabalho, mas algo que eu tenho prazer em realizar”.

Metodologias pioneiras

Foto: Reprodução/UEPG
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“Ser pesquisador representa progresso, avanço, desenvolvimento e prosperidade”. É o que descreve o professor Eduardo Fávero Caires, bolsista produtividade desde 1995. Até hoje, nunca mais parou de obter esse reconhecimento. “Naquela época, a pesquisa tratava da calagem superficial [aplicação de calcário no solo] e da aplicação de gesso em sistema plantio direto”, recorda. Esse sistema, cuja adoção teve início na região em 1970, estava em franco crescimento no início da década de 1990. “Porém, ninguém sabia como fazer calagem nesse sistema”. O uso de gesso então, naquele tempo, era quase que totalmente menosprezado por uma grande maioria de profissionais e agricultores, segundo professor. “Trabalhamos muito e durante muitos anos nesse assunto, com métodos mais eficientes, conseguimos proporcionar grande desenvolvimento nas práticas da calagem e uso de gesso em sistema plantio direto”.
Foto: Reprodução/UEPG
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Hoje, a pesquisa do professor trata da avaliação do potencial da polihalita (um mineral natural que serve como fertilizante) na melhoria do ambiente radicular em sistema plantio direto. “É considerado um fertilizante multinutriente, capaz de fornecer nutrientes para as plantas”, explica. Para ele, manter a bolsa produtividade do CNPq traz uma série de benefícios para o pesquisador e também para a instituição em que ele está vinculado. “Pesquisar é a minha vida e tenho muito amor pela pesquisa. Acredito que uma das grandes finalidades da universidade é gerar novos conhecimentos. São os novos conhecimentos que trazem progresso e desenvolvimento ao país”, destaca. A maior satisfação do pesquisador é melhorar a vida das pessoas como resultado de suas novas descobertas, para Caires. E é com ela que abrem-se portas para um mundo melhor. “O projeto de exploração desse fertilizante é bastante audacioso, e o mercado de fertilizante potássico poderá mudar completamente em um futuro próximo. O Brasil precisa estar preparado para isso. Queremos colocar o Brasil na vanguarda desse conhecimento”, acrescenta.

Pesquisa que alinha a área de alimentos com o meio ambiente

Foto: Reprodução/UEPG
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Plástico biodegradável? É com o professor Luiz Gustavo Lacerda, do Departamento de Engenharia de Alimentos. O docente conseguiu a Bolsa Produtividade de 2026 para aprofundar os estudos sobre produção de filmes a partir da proteína do feijão. O pensamento no meio ambiente vem desde a seleção da matéria-prima: “integramos o feijão de safras passadas, com o que é excedente de produção e que não tem mais valor comercial”. A pesquisa, então, aproveita o que não será mais vendido para a extração de amido. “O feijão tem bastante amido proteico, então extraímos esse componente para a produção do filme biodegradável”.
Foto: Reprodução/UEPG
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Os resultados já são nítidos. Basta entrar no laboratório que há vários resultados na bancada: são os plásticos biodegradáveis, transparentes e com aparência do plástico convencional. Agora, o desafio é fazê-lo mais resistente e durável. “Estamos trabalhando nas modificações físicas. Colocamos esse amido numa suspensão aquosa, a ponto dele gelatinizar. Com essa modificação, a hora que ele retorna na temperatura normal, ele reorganiza a estrutura química dele e a gente consegue um grânulo mais funcional. Ou seja, quando a gente vai fazer o filme, ele fica um pouco melhor”. O esforço por sempre melhorar e publicar as descobertas é visto como algo compulsório por qualquer pesquisador, na ótica do professor. “Tem que ser rotina na vida do pesquisador sempre trabalhar para fazer um bom projeto e sempre buscar melhorar”, destaca. A chegada da bolsa do CNPq, segundo ele, ajuda melhorar a estrutura do laboratório. “Posso falar de coração que o mais importante não é o meu nome na lista dos bolsistas, mas é conseguir melhorar a estrutura para os nossos alunos, porque é essa a nossa função como pesquisador, a universidade é para os discentes”, destaca.

Com essas melhorias, Luiz Gustavo vê também a oportunidade de abrir uma janela para o mundo. “Eu consigo fazer contatos com outros pesquisadores, já consegui parcerias com um pessoal da Nova Zelândia e vou encontrar-los na China no mês que vem, então é por meio da pesquisa que a gente pode gerar algo útil para a sociedade de forma global”. A felicidade por conseguir a bolsa e poder contribuir para pesquisa também se reflete quando o docente menciona os seus alunos, orientandos da graduação, mestrado e doutorado. “No fim, o trabalho é sempre em equipe, a gente sempre conduz tudo com os discentes, e é muito bom envolvê-los neste trabalho, e fazer com que eles cheguem mais longe do que nós, é esse o objetivo no final das contas”, finaliza.

Texto e fotos: Jéssica Natal

Foto: Reprodução/UEPG
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